Bastidores
Do desenho aos três metros: como Zyon vira escultura
As decisões artísticas e técnicas que levam a identidade gráfica de Zyon para uma escultura pública monumental.

Transformar Zyon em uma escultura de três metros não é apenas ampliar um desenho. A obra pública precisa preservar o personagem e responder à escala, ao material, aos ângulos de visão, à instalação e ao local.
Preservar o personagem em volume
O processo parte da silhueta, dos olhos, das orelhas, da postura e das relações de cor. No papel, uma linha sugere volume. Na escultura, todos os lados precisam funcionar porque o visitante circula ao redor da peça.
Detalhes fortes no desenho podem desaparecer ao ar livre; pequenos desequilíbrios crescem com a escala. Por isso, a leitura é avaliada à distância, na altura do pedestre e em fotografias, sem apagar a linguagem criada por Ramiro Silos.
Produção e lugar fazem parte da obra
As peças instaladas em Uberaba e Osasco foram produzidas em fibra de vidro. Material, base, acabamento, transporte e manutenção exigem colaboração especializada. O projeto credita a criação artística e a produção, em vez de apresentar a obra como um gesto isolado.
O entorno também muda o encontro. Fluxo de pessoas, arquitetura e linhas de visão precisam ser avaliados como condições reais, não apenas como cenário para uma foto.
Por isso, a página de exposições separa destinos instalados, em desenvolvimento e planejados. Para observar as variações visuais do personagem, visite a coleção.


